quinta-feira, outubro 19, 2017

Estava Perfeito ...

Digamos que foi outro tónico. Tónico para a alma e para o corpo. Como tal, serviu e cumpriu na plenitude o que esperava dele. Vinho da terra. Terra que agora está diferente. 


Esta garrafa, esta mesmo, estava perfeita. Não a garrafa, naturalmente. O vinho. O vinho estava perfeito. Deu enorme prazer. O seu brilho contrastava com a escuridão que se tinha abatido lá na terra.


Não me apetece dizer mais. Não consigo. Não estou para, porque o vinho não merece, descrever de forma uma porrada de cheiros e sabores, sem alma e sem conteúdo. Não me apetece. Apetece dizer, apenas, que estava perfeito.

sexta-feira, outubro 13, 2017

Um Tónico: Somontes Encruzado

Mataram-se mais uma vez as saudades. Foi um tónico. Foi uma forma de tornear a privação. De forma simples e directa, sem grandes coisas, sem grandes extras, sem grandes elaborações, foi possível saltar para aquele lugar muito especial. 


Foram uns quantos minutos. Não muitos, mas suficiente para sentir no corpo todos aqueles cheiros, aqueles sabores, aquela frescura tão típica. Tão nossa. Apesar de fugacidade do momento, reanimou o ânimo. 

terça-feira, outubro 10, 2017

Fezada, Tiro de Sorte, ou foi feita Justiça ...?

Acredito que seja um exercício muito complicado de se fazer. Que não seja possível ou fácil ter uma resposta óbvia.
Compreendo que ao fazerem um vinho, se criem as melhores expectativas, se perspective um determinado sucesso. O objectivo é que o vinho seja consumido, apreciado, vendido, elogiado. Todos nós gostamos de ser reconhecidos pelo trabalho que fazemos. É humano, é normal. Faz parte da vida.


Percebo que fiquem desiludidos, quando não conseguem obter o reconhecimento que esperavam. Mas quando levam com um 17, um 18 ou mais, olhando para a concorrência, sentem que é mesmo merecido ou, pelo contrário, acham que foi uma fezada? Um tiro de sorte? Ou que chegou a vossa vez? Ou que finalmente foi feita justiça?

domingo, outubro 08, 2017

Celestino Dominó: Que Porra!

Quase que vim correr para aqui, só para dizer que gostei desta porra. Gostei para caraças. Daqueles vinhos que se bebem aos copos, uns atrás dos atrás dos outros. Bebem-se sem pensar, sem custar nada. Em que a garrafa se esvazia num instante, num ápice. Num abrir e fechar de olhos, desaparece. Puf!


De cor alaranjada, feito só com Moscatel de Setúbal, segundo consta, cheira a tanta coisa ou a nada e sabe tanto ou nada. Inusitado e fora de modas. Acima de tudo, despreocupado, descontraído, divertido, puro e simples e sei lá mais o quê.


Atrevo-me a dizer que será provavelmente o melhor Moscatel, não generoso, que bebi nos últimos tempos. Que porra de vinho, só para ser bem educado e não criar incómodo aos mais sensíveis.

sexta-feira, outubro 06, 2017

Maria João: Ai Ca Bom ou Ca Boa?

Já falei nele, mais que uma vez, mas nunca é de mais repetir, quando existem motivos válidos (e bons) para isso. Voltei a comprar uma garrafa, depois de ter limpo o meu stock. 


Meus caros, então não é que este vinho continua a evoluir, a ganhar qualidades, a melhorar? Num estádio de grande afinação e muito equilíbrio e longe, parece-me, de definhar. Um vinho que tem aquela frescura dos vinhos brancos do Dão, capaz de suportar toda a fruta que possui, bem como controlar aquelas marcas do estágio em barrica. Está Bom, bem Bom, muito Bom. Basicamente, Ca Bom


Um vinho para combinar, quase na perfeição, com peixe potente, volumoso, assado nas brasas ou no forno. Posso dizer que está um filho da mãe de vinho. Para ser educado.

terça-feira, outubro 03, 2017

Tapada de Coelheiros: Epá, bem bom!

Epá, bem bom. Podia ficar por aqui e bastava, mas vou dizer mais qualquer coisinha, nem que seja para encher um pouco mais a página. São sempre mais alguns segundos de tempo de leitura que se ganham. Importante para os rankings.


Tapada de Coelheiros pertencia ao grupo restrito de vinhos alentejanos que tinha por hábito comprar. O leque das minhas opções, como devem adivinhar, não era, nunca foi, muito extenso. Com o advento do admirável mundo novo dos vinhos portugueses, em que as novidades pululavam (que palavra tão eloquente) todos os dias, acabei por relegar para planos subalternos os vinhos deste produtor. Tenho que assumir publicamente que foi uma parvoíce.


Termino a coisa de hoje, como comecei. Epá, bem bom. Um vinho branco com personalidade, cheio, profundo, que satisfaz, que tem acutilância. Que acompanha comida, de forma garbosa. Basicamente caiu que nem ginjas. E quando assim é, não se pode pedir mais. Tenho dito. 

segunda-feira, outubro 02, 2017

Auto de Inutilidade

Este é o chamado post inútil. Ou se quisermos o post mete nojo, que serve apenas para mostrar à malta, que também vou bebendo umas coisas raras, estranhas, diferentes. Porque a grande maioria da malta não faz ideia do que se trata, onde arranjar, quanto custa. Portanto é estar a mostrar algo que virtualmente não existe. Toma, toma, toma...



Naturalmente, dá para perceber, que este vinho foi oferecido por um grande amigalhaço. Um amigalhaço dos quatro costados. E quem não gosta de ter gajos destes que, volta na volta, espetam em cima da mesa vinhos deste calibre?

quinta-feira, setembro 28, 2017

Quem dá uma ajuda?

Enquanto procurava por fotos de vinhos de amigalhaços para promover, publicar e fazer publicidade, reparei que ainda tinha guardado na memória do telemóvel duas fotos de um vinho. Apenas diferem na colocação do copo e na presença de uma migalha na toalha de refeição. Ah, reparei que numa delas, a da migalha, também está o saca-rolhas. Parte dele. Meros pormenores estéticos. 


Colocando de lado o facto de ser um vinho comemorativo da Adega Cooperativa, temos ou tínhamos aqui um exemplo de como é que uma pequena COOP do Dão, em comparação com as suas congéneres da região, conseguiu fazer algo personalizado, meio diferente, com laivos de classicismo muito curiosos. Tudo isto a um preço bem porreiro. Algumas boquinhas deviam ter provado este vinho. 


A Porra disto tudo é que agora gostava de ter o vinho e não o consigo encontrar. Quem dá uma ajuda?  Estupidamente não me abasteci convenientemente. Um gajo anda sempre a contar o guito.

segunda-feira, setembro 25, 2017

Quinta dos Roques: Encruzado de 2015

Não, não vos trago nenhuma novidade. A maior parte de vocês já o deve ter bebido, mais que uma vez. O nome do produtor e casta são velhos conhecidos. Respeitados no meio. Por isso, desculpem lá, a monotonia que isto está a ser.


Costuma-se dizer que a última colheita é sempre a melhor. Não sei se é o caso, mas de qualquer modo posso afiançar-vos (gostei desta palavra) que este vinho está a preparar-se para ser um dos melhores encruzados feitos por este produtor e um dos melhores da região.


Caminha para um equilíbrio e finura assinalável, onde a fruta, a madeira e aquela frescura tão típica do Dão se envolvem de forma coerente. Digamos que está a ficar ainda mais afinado, sénior e mais adulto. Numa linguagem brejeira e sem qualquer cuidado, diria que está um vinho do caraças. É, efectivamente, um valor seguro. Colheita após colheita, não falha, não desalinha. Mais coisa menos coisa, não nos deixa insatisfeito ou desiludido. Um exemplo de consistência.

domingo, setembro 24, 2017

Porque não oferecem?

Expliquem-me, por favor, como é possível? Como é possível que existam promoções deste calibre? As diferenças entre os eventuais preços reais e os promocionais começam a ser cada vez maiores. Quase demenciais. Qualquer dia, irão oferecer vinho. Não me digam, por favor, que são os produtores a suportar estas rebaixas de preço. Não acredito, porque todos nós sabemos que estamos perante marcas feitas de propósito para as algumas cadeias de supermercado. 


Não quero acreditar que a malta, o vulgo tuga, que compra estes vinhos (não discuto a sua qualidade) acredite (ou continue a acreditar) piamente que estas promoções são mesmo verdadeiras, que são mesmo genuínas. Esta porra faz-me, e continua a fazer-me, uma enorme confusão na mona. Não há maneira de ser compreendida.


Só queria que uma alma caridosa me explicasse tim por tim como é que isto acontece. Como é possível que um vinho tenha descontos na ordem dos 70%. Toda esta treta tem ares de aldravice. Ou sou estarei, mais uma vez, a exagerar, a ver coisas que não existem? A ser mais um a perturbar este mundo cor-de-rosa.

quinta-feira, setembro 21, 2017

Quinta da Bacalhôa: Tenho que admitir que ...

Bom, larguemos aqueles assuntos que são menores, mas que no fundo divertem-nos e animam a coisa. Decididamente alguma malta leva isto tudo muito a sério. Mas cada um na sua e passemos ao que interessa: A encíclica de hoje e provavelmente a última da semana.
Epá, tenho que admitir publicamente que gostei deste vinho (branco). Gosto quando gosto, não gosto quando não gosto. Digo-o sem qualquer rodeio, ressalva ou mas. Gostei.


Gostei francamente do vinho. Soube-me bem, caiu-me bem. Elegante, sóbrio, pouco exuberante, num registo muito limpo. Com uma curiosa fragilidade que me cativou. Daqueles vinhos, perdoem-me a ligeireza das minhas palavras, que se vão bebendo tranquilamente, sem nos irritar, sem se sobreporem a tudo o resto.


Posso partilhar, até, que foi baixando os níveis de ansiedade que carregava em cima do lombo. Um tipo, às vezes, precisa de algo que coloque ao nível do chão estados de alma menos desejados. Talvez, talvez, precisasse de um pouco mais de nervo, de tensão, de energia. Assim teríamos aqui uma coisa do caraças.

quarta-feira, setembro 20, 2017

Ofereço o meu Lugar!

Mr Aníbal (que é jornalista, autor, provador, enólogo, comprador, escanção (amador) e blogger. Ufa!) continua a surpreender-nos com as suas nomeações. Sem justificações, sem dizer porque escolhe este ou aquele, consegue deitar para fora da sua lista de escolhidos, três dos blogues que foram considerados por ele como os melhores. O que é, no mínimo, muito estranho. Já não prestam? Assim tão rapidamente? Então três dos melhores blogues para Aníbal Coutinho, e que estão em actividade, deixaram de ter qualidade, assim num ápice? O que é que aconteceu, por exemplo, para que o vencedor do ano passado fosse excluído, assim no estalar de dedos?

Nomeados: Clube de Vinhos Portugueses; Comer, Beber e Lazer; Contra-Rótulo; Drinked In; Enófilo Militante; Grão Duque Sambrasense; Os Vinhos; O Vinho Em Folha; Pingas no Copo; Vinho Porto Vintage
Se, por ventura, existir por aí alguém interessado em ficar com o meu lugar na pole final de Aníbal Coutinho, ofereço de bom grado. Não tem qualquer sentido o Pingas no Copo ser nomeado para o quer seja. Ufa!